Micro e pequenas empresas: entenda quais são as diferenças

Atualizado em 18/05/2022
Por Laura Botelho

No Brasil, as micro e pequenas empresas têm uma grande importância para a economia. E para entender o funcionamento dessas organizações, é preciso diferenciá-las. Os dois principais critérios de diferenciação entre essas empresas são o faturamento e o número de funcionários.

As micro e pequenas empresas são fortes representações do empreendedorismo no Brasil. Porém, uma parte significativa da população não sabe diferenciar os dois tipos de empresas.

Assim, por conta dessa ausência de conhecimento sobre o assunto, muitas pessoas acabam abrindo micro e pequenas empresas sem levar em consideração as particularidades de cada uma.

Portanto, entender essas organizações é importante para fins de conhecimento tanto pessoais quanto profissionais. Desse modo, você compreende melhor o cenário atual do país em relação ao empreendedorismo.

O que são microempresas?

As microempresas, definidas pela Lei Complementar 123/2006, possuem receita bruta anual igual ou inferior a R$ 360 mil reais e podem empregar até 9 pessoas, na área de comércio e serviços, ou até 19 pessoas em empresas que atuam no setor industrial.

Além disso, a Lei 123/2006 também caracteriza a receita bruta anual. Esse conceito é importante para que você entenda o faturamento de sua micro ou pequena empresa e, por conseguinte, saiba como estruturar um planejamento estratégico condizente com as necessidades de seu negócio.

Desse modo, conforme afirma a lei, a receita bruta corresponde ao:

Produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.”

O que são pequenas empresas?

As pequenas empresas, também definidas pela Lei Complementar 123/2006, devem faturar entre R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões e, além disso, podem empregar entre 10 a 49 pessoas no setor de comércios e serviços entre 20 a 99 pessoas.

As Pequenas e Médias empresas são negócios que podem ser encontrados em qualquer bairro, de qualquer cidade brasileira, pois oferecem variados tipos de serviços. Entre os exemplos, estão padarias, mercados, escritórios, lanchonetes, salões de beleza, entre outros.

E o MEI?

O MEI, Microempreendedor Individual, foi desenvolvido a fim de que profissionais autônomos fossem formalizados no mercado de trabalho. Desse modo, eles conseguem desenvolver seu trabalho respaldados pela lei.

Assim, por meio da Lei Complementar 128/2006, o MEI deve faturar até R$ 36 mil por ano, ser optante pelo Simples Nacional e possuir, exclusivamente, um único funcionário que receba um salário mínimo ou o piso salarial de sua categoria profissional.

Fonte: Raio X

Nesse sentido, há um projeto em análise com o objetivo de aumentar o faturamento do MEI para R$ 130 mil por ano, como também permitir a contratação de até dois funcionários. Atualmente, de acordo com a Lei Complementar nº 123, “o MEI pode faturar até R$ 81 mil por ano, com autorização para contratar apenas 1 funcionário”.

As diferenças entre micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas podem ser diferenciadas seguindo dois critérios: o valor do faturamento e o número de funcionários.

E o que garante sua proteção é a Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que foi instituída em 2006 para regulamentar-se na Constituição Brasileira, prevendo tratamento diferenciado e favorecido à microempresa, as de pequeno porte e aos microempreendedores individuais.

Desde que foi criada, a Lei Geral teve algumas alterações, mas permanece com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e a competitividade desses pequenos negócios brasileiros, como estratégia de geração de emprego, distribuição de renda, inclusão social, redução da informalidade e fortalecimento da economia.

Usando a classificação por receita bruta anual, disponibilizada pelo SEBRAE, podemos definir as empresas da seguinte forma:

  • Micro empresa: renda anual menor ou igual a R$ 360 mil;

  • Pequena empresa: renda anual maior que R$ 360 mil e menor ou igual a R$ 4,8 milhões;

  • Empresa médio porte: renda anual maior que R$ 4,8 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões;

  • Empresa de grande porte: renda anual maior que R$ 300 milhões;

  • Microempreendedor individual: renda anual igual ou inferior a R$ 81.000,00.

Fonte: Sebrae

Apoio SESI e SENAI

Em benefício dos empreendedores, o SESI e o SENAI desenvolveram um conjunto de iniciativas voltadas ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas. O principal objetivo é aumentar a produtividade e competitividade da indústria brasileira, além de promover a otimização da segurança e saúde na indústria.

Para inovar, as empresas precisam de uma melhor estrutura, profissionais qualificados e investimento. O SESI e o SENAI oferecem esse apoio tanto na forma de financiamento quanto de infraestrutura.

Um exemplo dessas iniciativas é a parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução do projeto Gestão Sustentável para Competitividade, que implementa ações com foco no desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Por meio dessa gestão, as micro e pequenas empresas podem conhecer melhor os requisitos de sustentabilidade para venda de seus produtos para grandes empresas.

4 cuidados que micro e pequenas empresas devem ter

Abrir um negócio exige muita organização, planejamento e determinação. Mas antes de prosseguir é preciso tomar alguns cuidados e pensar nas coisas que farão toda a diferença para sua estabilidade e sucesso no mercado. Confira a seguir 4 cuidados que devem ser tomados para que seu trabalho seja bem-sucedido:

1. Não misturar as contas pessoais com as contas da empresa

Um dos principais desafios do empreendedor é desempenhar sozinho várias funções, como: organização do local de trabalho, contatos comerciais, relacionamento com clientes, compra do material, contas a pagar e receber, elaboração de propostas e prestação dos serviços oferecidos.

Por isso, parece prática e comum a ideia de juntar, em um único orçamento, suas contas pessoais e as da empresa. Mas por mais que seja tentadora, essa prática pode prejudicar bastante seu financeiro.

Quando você mistura tudo em uma planilha fica mais difícil de compreender o fluxo de caixa da sua empresa: quanto está entrando e saindo de dinheiro. No início, principalmente, é fundamental identificar quais são as despesas do seu novo negócio, para que você avalie periodicamente as finanças empresariais da sua organização e o seu orçamento pessoal.

As contas bancárias também devem ser diferentes: uma Pessoa Jurídica e outra Pessoa Física. Isso também irá ajudar a formar melhor o preço dos seus produtos ou serviços, já que terá em mente seus custos e quanto pretende obter de lucro.

2. Entender a legislação

Esse cuidado diz respeito à parte jurídica do processo. É sempre bom lembrar que boa parte das novas empresas no Brasil acabam sofrendo com punições do governo, em virtude de atrasos e até de não entregarem as documentações em dia.

Além disso, é possível ter vantagens como a obtenção de financiamentos bancários, o parcelamento de novas mercadorias, entre outros. Com isso, lembre-se de estar sempre em dia com documentos como o CNPJ, o Contrato Social, o Registro na Junta Comercial, a Inscrição estadual e o Alvará da Prefeitura, além de conferir se a sua empresa está em pleno acordo com as exigências da Vigilância Sanitária, as normas de segurança do Corpo de Bombeiros e de acordo com as documentações do Simples Nacional (caso de Microempreendedores Individuais, micro e pequenas empresas).

Começar um negócio é importante tanto para movimentar o mercado, oferecendo soluções para os consumidores, quanto para gerar novos empregos. Porém, sabemos das dificuldades que o empreendedor brasileiro enfrenta diariamente até alcançar uma estabilidade e destaque no mercado. Uma das dificuldades é a implementação de um software de gestão em micro e pequenas empresas. Por isso, é fundamental estar preparado e com tudo legalizado logo ao abrir um negócio.

3. Estratégias não compatíveis com o mercado

Micro e pequenas empresas também precisam compreender seu espaço de atuação no mercado, realizando análises e pesquisas sobre a área. Isso garante o levantamento de dados sobre tudo o que acontece no seu ramo de atuação, além de conhecimento dos concorrentes e diferenciais que eles oferecem aos clientes.

Da mesma forma, também é preciso identificar as necessidades reais dos consumidores e avaliar se o nicho que você pretende atuar tem potencial de mercado. Por isso, é importante que as estratégias estejam compatíveis com a sua área de atuação. Para isso, é necessário definir metas alinhadas aos principais objetivos da organização.

Um plano de negócios, por exemplo, vai ajudar você a ter uma visão mais ampla a respeito de como sua empresa vai entrar no mercado de trabalho, além de auxiliar na análise de prós e contras do seu negócio.

Assim, é possível entender as necessidades e as vantagens que seu empreendimento pode ter, estando alinhado com o mercado, para conquistar novos clientes e obter lucro.

4. Crie um bom Networking

Por último, e não menos importante, criar boas parcerias profissionais ajuda muito no início de um empreendimento. Além de estar por dentro das particularidades da estrutura de sua empresa, sendo micro ou pequena.

Com isso, procure ter um networking que entenda do assunto e que possa fazer parte do seu projeto, mesmo que seja por meio de conversas e brainstormings. Assim, antes de dar início às suas atividades, procure especialistas em seu ramo de atuação e fale com potenciais parceiros, clientes e até mesmo concorrentes, para entender suas desvantagens e benefícios.

Dessa forma, entender a importância de um bom networking é crucial para se destacar no mercado de trabalho. Além de aproveitar as novas oportunidades, você agrega valor e reconhecimento ao seu negócio.

Como otimizar a gestão das micro e pequenas empresas

Muitas vezes as micro e pequenas empresas são gerenciadas com base em experiências anteriores dos administradores, em organizações de referência no mercado e em intuição, como já mencionado anteriormente.

Entretanto, essas não são as melhores práticas para basear as ações de seu negócio. Por esse motivo, contratar um software de gestão é essencial para armazenar e organizar os dados de sua empresa. Isso garante que os processos administrativos sejam realizados com agilidade.

Nesse sentido, o nosso software de Gestão Comercial e Industrial Know How pode te ajudar. Sua principal vantagem é a otimização da gestão de sua empresa por meio da automatização de processos e operações.

E, além disso, o software também controla a gestão financeira, o faturamento, o estoque e a produção de seu negócio. A partir desses controles, será possível emitir diversos relatórios de fácil compreensão com apenas alguns cliques.

Desse modo, sua micro ou pequena empresa vai ter o apoio de um software completo.

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